
Você sabe quem ensinou o Rio a vestir branco no Réveillon?
Uma tradição que também carrega a força das religiões de matriz africana
Quando pensamos no Réveillon do Rio, lembramos dos fogos de Copacabana, das praias lotadas e de milhares de pessoas vestidas de branco.
Mas você sabe de onde vem parte dessa tradição?
As celebrações de Ano Novo nas praias cariocas têm uma forte relação com as religiões de matriz africana. Desde meados do século XX, terreiros de Umbanda e Candomblé realizavam homenagens a Iemanjá, levando flores, oferendas e pedidos às águas.
Com o passar dos anos, essa manifestação religiosa ganhou proporções gigantescas e se transformou no Réveillon que conhecemos hoje: uma das maiores festas do mundo, que movimenta o turismo e a economia do Rio.
O branco, as flores, as homenagens ao mar e a presença de Iemanjá continuam fazendo parte dessa celebração, mesmo que muitas pessoas desconheçam sua origem.

Por isso, falar dessa história é também reconhecer a contribuição do povo negro e das religiões de matriz africana para a cultura brasileira.
Uma tradição que nasceu também da fé e da resistência hoje reúne milhões de pessoas.
E fica a pergunta: quando você vestir branco no próximo Réveillon, vai lembrar da história que essa cor também carrega?
Por Orgulho da Cor

| Sou África BR Magazine




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